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Profissionais do segmento de beleza e barbearias de Varginha protestaram nessa sexta-feira

Mais de 50 profissionais da área de salões de beleza e barbearias fizeram um protesto no centro de Varginha nesta sexta-feira (9). Com faixas, cartazes e roupas pretas o grupo passou pelas principais ruas da cidade gritos de protesto “queremos trabalhar, salões abertos já!”.

O movimento foi organizado em um grupo de WhatsApp que conta com mais de 240 profissionais da área. A responsável pelo movimento Adriane Santana falou sobre a iniciativa. “Vários comércios não essenciais estão abertos, podendo atender na porta e o serviço de salão é essencial, nós cuidamos da higiene das pessoas, não cuidamos somente da auto estima!”, disse Adriane.

Desde que a cidade foi obrigada a entrar na Onda Roxa, os salões de beleza e barbearias precisaram fechar as portas causando grande revolta nos profissionais da área.

“Aqui nós temos pais e mães de família que precisam trabalhar, nós sobrevivemos com o que ganhamos no dia-a-dia, nós não temos salário fixo, não temos décimo terceiro, não temos férias”, lembrou Adriane.

A responsável pelo movimento destacou ainda que os protocolos de segurança sempre foram obrigatórios nos salões bem antes da pandemia chegar, pois eles são obrigados a trabalhar de máscara, luvas, utilizar álcool e materiais esterilizados. “Não existe nenhum caso de COVID em salões de beleza de Varginha, então não faz sentido a gente não poder trabalhar. O nosso trabalho pode não ser essencial para o governador, embora ele esteja com o cabelo cortadinho, mas para nossa sobrevivência é essencial!”, finalizou. (Reportagem: Henrique Avellar/ASCOM ACIV)