Fiemg vai trabalhar junto ao Sebrae para apoiar empreendedores

fiemgA Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) vai propor ao governo estadual uma política de atração de investimentos voltada ao desenvolvimento e ampliação das cadeias de produção tradicionais em que a indústria mineira se especializou, como a automotiva e a siderúrgica. Há pelo menos três sugestões já definidas para criação de um polo de fornecedores de autopeças no eixo que liga Belo Horizonte a São Paulo, passando por Itajubá, no Sul de Minas; um conjunto de estímulos à indústria do entretenimento na região de Juiz de Fora, na Zona da Mata; e a busca de fabricantes interessados em transformar aço em produtos finais de uso doméstico na região de Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano, conhecida como o Vale do Aço mineiro.

O presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior, informou que as propostas estão sendo desenhadas como projetos executivos, factíveis e com resultados objetivos. O documento será entregue antes do fim do mês ao secretário de estado de Desenvolvimento Econômico, Altamir de Araújo Rôso Filho, conhecido representante dos industriais, enquanto presidiu a Fiemg regional do Vale do Rio Grande, no Triângulo Mineiro. Outro foco de trabalho da Fiemg a partir deste ano será o apoio a pequenos empreendedores não só da indústria, por meio de um trabalho alinhado com o Sebrae Minas.

Olavo Júnior assume hoje (15) a presidência do Conselho Deliberativo da instituição de apoio a micro e pequenas empresas, com planos de turbinar a atuação do Sebrae Minas, aproveitando sinergias com a Fiemg e projetos que podem se complementar. “Temos iscas para pescar dourado ou surubim. A gente tem de saber o que quer, buscar o investimento que seja melhor para o estado e estimular quem tem capacidade de empreender a tornar o sonho empresarial uma realidade”, afirma. O presidente da Fiemg, que participou da estruturação do Sebrae de Minas no começo dos anos 1990 e indicou o primeiro dirigente da instituição, Stefan Bogdan Salej, ficará no comando do Sebrae no estado até 2018. Ele sucede Lázaro Luiz Gonzaga.

As previsões dos analistas de bancos e corretoras de baixo crescimento da economia neste ano não desanimam Olavo Júnior. “Os analistas estão todos empregados e com salários garantidos. O nosso papel é, independentemente do porte do negócio, trabalhar para que a economia rode e funcione”, diz o presidente da Fiemg e do Conselho Deliberativo do Sebrae. Para fortalecer o trabalho de apoio aos micro e pequenos empreendedores, ele pretende aproximar as duas instituições para que os alunos dos cursos ministrados nas escolas móveis do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MG) em todo o estado tenham a chance de contar com uma segunda etapa da formação profissional, a consultoria do Sebrae para criação do negócio próprio.

O programa Futuros Engenheiros, do Instituto Euvaldo Lodi, do sistema Fiemg, que oferece formação prática a estudantes universitários de várias áreas da engenharia também deverá ser reforçado com a integração do Sebrae à preparação desses profissionais para o trabalho como consultores ou gestores de empresas. Olavo Júnior pretende, ainda, ampliar a atuação do Sebrae no interior como instrumento para fortalecer as entidades de classe do comércio, indústria, do setor de serviços e dos sindicatos rurais.

Fonte: Estado de Minas

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