Empresas indicam novos cargos em que é exigido falar inglês

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Rafaela Medeiros já teve de atender australiano bêbado em hopital. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

No ano passado, a enfermeira Rafaela Medeiros, 33, estava de plantão no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo quando um australiano bêbado precisou ser atendido. Só ela falava inglês no momento.

“Fiz o primeiro atendimento clínico, consultei o hostel onde ele estava hospedado e consegui contatar o amigo dele. Foi uma experiência desafiadora”, conta.

O caso de Medeiros é um exemplo de como a exigência de falar inglês fluentemente está se disseminando no Brasil. O conhecimento da língua deixou de ser primordial apenas em cargos de gestão e passou a ser essencial também para quem ocupa postos mais secundários.

Profissionais de áreas como tecnologia da informação, varejo, contabilidade e saúde, construção civil, em que essa necessidade não era tão forte, passaram a exigir fluência em inglês.

Para o diagnóstico de mercado, a Folha pediu que sete das maiores empresas de recrutamento do país indicassem cinco áreas em que essa tendência é mais forte. Foram selecionadas as dez áreas mais lembradas (veja o quadro abaixo).

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NO BOLSO

De acordo com o diretor-executivo da empresa de recrutamento Page Personnel, Roberto Picino, em média, o profissional que fala inglês ganha 15% a mais do que os demais -ele faz esse cálculo com base nas seleções que a companhia realiza.

“Quem é fluente, dependendo da posição, transita em vários departamentos da organização, é acionado para fechar negociações internacionais e, por tudo isso, acaba ganhando mais”, afirma o executivo.

O problema é que o brasileiro ainda tem dificuldade com o inglês, mesmo quando considera que fala o idioma fluentemente.

Uma pesquisa feita pela empresa Vagas Tecnologia mostrou que, entre 19 mil candidatos que disseram falar inglês de modo fluente ou avançado, apenas 36% passaram em um teste que verifica essa classificação.

De uma certa forma, as empresas sentem necessidade de resolver o problema. Dados de 2013 da consultoria Hays indicam que 49,6% das companhias oferecem bolsa ou auxílio financeiro para cursos de idiomas.

Mas pouco mais da metade (55,5%) dos 7.500 entrevistados investem nesse tipo de aprendizado.

 

Matéria retirada da Folha de S.Paulos

Leia a matéria completa: http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/2014/01/1404639-empresas-indicam-novos-cargos-em-que-e-exigido-falar-ingles.shtml

 

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