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ACIV, SINDVAR, SEHAV E Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha repudiam decisão do Governo do Estado de estender a Onda Roxa

A decisão do governo de Minas, divulgada hoje, de estender a onda roxa até o dia 11 de abril foi repelida e contestada por entidades representativas de Varginha.

A ACIV (Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de Varginha), o Sindvar (Sindicato do Comércio Varejista de Varginha), o Sehav (Sindicado de Hospedagem e Alimentação de Varginha) e o Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha, se uniram, aflitos com as repercussões econômicas negativas dessa decisão.

“Já está mais que provado que o comércio não é o culpado pela proliferação do Covid. Atuamos dentro do Comitê de Combate ao Coronavirus criado pelo Prefeito e apoiamos a decisão dele de não aderir a onda roxa. As empresas já estão sufocadas e essa medida do governo do estado vai gerar mais desemprego. As pessoas não morrem só de Covid, mas também de fome” afirmou o Presidente da ACIV, Anderson de Souza Martins.

“O agro tem salvado o Brasil pois os produtores rurais continuam produzindo os alimentos que sustentam os brasileiros, mas não adianta produzir se o comércio está fechado, a falta de trabalho pode tirar o alimento da vida de várias famílias. Somos solidários ao comércio” afirmou o Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha, Arnaldo Botrel.

Os Presidentes do Sindvar, Aureliano Zanon Alves e do Sehav, André Yuki estão bastante apreensivos com o desemprego que será gerado por mais esse período de paralisação.

A Prefeitura recorreu da decisão que obrigou Varginha a aderir à onda roxa.

“Estamos fazendo uma intensa campanha de combate ao Coronavírus, estimulando o uso de máscaras, álcool em gel e o distanciamento social. O comércio não pode pagar o preço pela irresponsabilidade de algumas pessoas ou pela falta de preparo do governo estadual, estamos há um ano nesta pandemia e não se prepararam com mais leitos, mais profissionais ou com as vacinas? Todos temos idosos em casa e estamos preocupados, mas tentar resolver o problema de forma simplista não é o ideal. Cada cidade teria que ter autonomia para adotar suas próprias medidas de combate e não tratar todas da mesma forma” finalizou o Presidente da ACIV, Anderson de Souza Martins.