Representantes da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Varginha (ACIV), do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Varginha (SEHAV), da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), do Sindicato do Comércio Varejista de Varginha (SINDVAR) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha (CDL Varginha) realizaram, nesta semana, duas reuniões com autoridades municipais para tratar de demandas do setor produtivo que seguem sem resposta por parte do Executivo.
Participaram dos encontros o presidente da ACIV, SEHAV e ABRASEL e vice-presidente da CDL Varginha, André Yuki; a diretora executiva da ACIV, Kátia Gonzales; a diretora executiva da ABRASEL, Ana Luisa; e o diretor tesoureiro da ACIV e SINDVAR, Edilson Rabelo, além de comerciantes e empresários dos setores de varejo e alimentação.
A primeira reunião foi realizada no dia 27 de abril com o presidente da Câmara Municipal, Alexandre Prado, e com o vereador Dudu Ottoni. Já o segundo encontro ocorreu no dia 29 de abril com o Secretário Municipal de Turismo e Comércio, Marcus Madeira.
Apesar de realizadas em dias distintos, ambas tiveram o mesmo objetivo: buscar apoio institucional diante da ausência de respostas a uma série de ofícios encaminhados à Prefeitura de Varginha há mais de cinco meses.
Durante o encontro com a Câmara Municipal, as entidades solicitaram maior atuação dos vereadores na fiscalização das demandas apresentadas ao Executivo. Entre os principais pontos estão as condições do centro da cidade, que enfrenta problemas estruturais e falta de planejamento urbano.
Um dos exemplos citados foi o caso de um buraco em calçada na Rua Presidente Antônio Carlos, nas proximidades da loja Cacau Show, originado após um acidente envolvendo um caminhão da coleta seletiva em novembro de 2025. Passados mais de seis meses, a situação ainda não foi resolvida, representando risco à segurança dos pedestres e prejuízo à imagem do comércio local.
Segundo André Yuki:
“Estamos solicitando o apoio dos vereadores para que cobrem respostas da Prefeitura e intensifiquem a fiscalização sobre a situação do município. Atualmente, diversas áreas apresentam sinais de abandono, com calçadas e ruas esburacadas, ausência de lixeiras, terrenos sujos e tomados pelo mato. Soma-se a isso a falta de definição sobre um cronograma de ampliação de vagas de estacionamento e outras melhorias necessárias na área central, mesmo após algumas intervenções pontuais já realizadas.”
Já na reunião com o Secretário Municipal de Turismo e Comércio, além das pautas estruturais, o foco principal foi a organização e o planejamento de eventos realizados na cidade.
As entidades reforçaram a necessidade de cumprimento da Lei Municipal nº 4.840/2008, que estabelece regras para realização de eventos itinerantes, incluindo a comunicação prévia às entidades representativas.
De acordo com André Yuki:
“O secretário Marcus assumiu a pasta há pouco tempo, e entendemos que essa cobrança vem de um período anterior. Agradecemos ao Madeira por comunicar o setor sobre a festividade do 1º de Maio, dando oportunidade para que os empresários participem do evento.”
Ele também destacou a importância do equilíbrio nas ações:
“Com o apoio do secretário, que já integrou a diretoria desta casa, acreditamos que será possível avançar na solução de diversas demandas importantes. Entre elas está a questão dos eventos itinerantes realizados em espaços públicos. Nossa intenção não é proibir, mas estabelecer equilíbrio, garantindo que os empresários de eventos, trailers e food trucks da cidade tenham oportunidades, ao mesmo tempo em que preservamos os bares, lanchonetes e restaurantes que geram empregos, pagam aluguéis e contribuem com impostos.”
E reforçou:
“O que buscamos é que as regras sejam cumpridas de forma contínua, especialmente pelo setor de Posturas da Prefeitura, responsável pela liberação dos alvarás para eventos itinerantes. Além disso, é importante destacar que, quando ocorre um evento desse tipo no fim de semana, o setor registra uma queda média de 30% no faturamento. E vale lembrar que estamos falando, em sua maioria, de pequenos empreendimentos, que acabam sendo os mais impactados.”
As entidades destacam que as demandas apresentadas não se restringem ao comércio varejista, mas também envolvem os setores de alimentação fora do lar e hospedagem, reforçando a necessidade de equilíbrio entre o desenvolvimento de eventos, o turismo e a sustentabilidade econômica dos negócios locais.
Além disso, a ACIV, juntamente com outras entidades representativas, encaminhou um ofício ao prefeito municipal solicitando uma reunião para tratar dessas pautas de forma mais ampla e buscar soluções conjuntas.
O objetivo, segundo as entidades, é construir um diálogo permanente com o poder público, fortalecendo o comércio local e garantindo condições equilibradas para todos os segmentos.
Ao final, André Yuki reforçou o compromisso das entidades:
“Estamos cumprindo o nosso papel como representantes das entidades, que é estar ao lado dos nossos associados, ouvindo suas demandas e levando essas pautas ao poder público com responsabilidade e firmeza. Nosso compromisso é trabalhar por uma cidade mais organizada, justa e preparada para o desenvolvimento de todos os setores.”